“O direito de
ser, sendo diferente na escola”
Imaginar o que
alguém portador de algum tipo de deficiência sente ao entrar pelo portão da
escola não é algo fácil, visto a tamanha crueldade existente dentro desses
muros, discriminação, bullying, violência física e tantas outras mazelas
trazidas do mundo exterior para o interior de um espaço que deveria ser
imaculado. Mas não é!
A escola é um local
onde é apresentada a educação para a criança, onde esta se socializa. Ali é local
de transformação, de metamorfose. Isto porque a criança sairá apta para
enfrentar o mundo, uma cidadã para exercer seus deveres e lutar pelos seus
direitos.
Mas quando se fala
em direitos das crianças, alunos(as) de inclusão fica muito claro que o Estado
não tem a preocupação de fazer o seu papel de mediador entre a necessidade (do assistido)
e a escola. E esta também muitas das vezes não está preparada ou não quer se
preparar para receber essa nova função que é humana, social e educativa.
“... As escolas e as instituições especializadas
ainda resistem muito às mudanças provocadas pela inclusão, alegando motivos que
expõem a fixidez organizacional dos serviços dispensados a seus alunos e
assistidos.”. (MANTOAN, p.37, 2004)
A autora afirma que
a escola resiste muito pelas mudanças geradas dentro de seus muros. Estamos
falamos muito sobre muros, isto porque se dá a ideia de que ali onde deveria
existir liberdade, facilidades, pelo contrário, mais parece aprisionar a
criança, esta se sente impotente de receber e dar tudo aquilo que necessita.
Essa assistência com
perna de pau, manca, que vem do Estado, esquece que a pessoa assistida também
faz parte de uma sociedade e tem o direito a ser tratada dignamente. Que tem o
direito à vida, a liberdade de ir, vir e ter acesso a todos ambientes.
E
este é mais um dos problemas que tem levado a escola a entrar em crise, tudo
pelos novos paradigmas e pelas transformações que nela vem ocorrendo. E a
inclusão tem feito escolas virarem de pernas para o ar, ou seja, pela falta de
preparo (dos gestores e professores), falta de apoio (do Estado e da
municipalidade) e tantos outros motivos onde a escola está chegando ao final de
suas forças.
É
chegada a hora da transformação, do entendimento e da compreensão das
identidades e das diferenças. A escola que queremos é uma que cumpra o seu
papel, que observa os direitos, e direito é uma reinvidicação inegociável, ou
seja, aqueles que possuem necessidades especiais não precisam implorar por algo
que lhes é de direito.
É
preciso que haja cobrança aos legisladores, para que sejam resignificada as
leis em torno da educação especial, isto para que tenhamos uma escola
inclusiva, voltada a cidadania, onde se reconheça as diferenças e priorize a
emancipação intelectual.
Tudo
isto para que o educar com liberdade envolva todos da escola, gestores,
professores, funcionários, alunos, pais e sociedade em uma só voz e força, e
para que o direito de ser seja, mesmo que haja diferenças.
Universidade Metodista de São Paulo
Pólo Guaratinguetá – SP
CRISTIANE FABRÍCIO DOS S. DE ALMEIDA
PRISCILA RANGEL LEMES PEREIRA
TAMIRES MARQUES DOS SANTOS FERNANDO CARLOS PEREIRA
Referência:
http://www2.cjf.jus.br/ojs2/index.php/cej/article/viewFile/622/802
- acesso 16 de maio de 2012 – 19:07 horas.

Parabenizo o grupo pela produção que nos permite repensar a educação enquanto espaço, tempo e concepções. Pois, o grupo se coloca com clareza quanto ao seu posicionamento acerca da inclusão como necessidade, se almejamos uma educação humanizadora e igualitária.
ResponderExcluirProfª Fabiana C. Silva.
Olá Profa. Fabiana, que legal que escreveu no nosso blog, é sempre um prazer, que Deus a abençoe sempre.
ExcluirAbraço: Cris, Pri, Tamires e Fernando.