sábado, 19 de maio de 2012



“O direito de ser, sendo diferente na escola” 


Imaginar o que alguém portador de algum tipo de deficiência sente ao entrar pelo portão da escola não é algo fácil, visto a tamanha crueldade existente dentro desses muros, discriminação, bullying, violência física e tantas outras mazelas trazidas do mundo exterior para o interior de um espaço que deveria ser imaculado. Mas não é!

A escola é um local onde é apresentada a educação para a criança, onde esta se socializa. Ali é local de transformação, de metamorfose. Isto porque a criança sairá apta para enfrentar o mundo, uma cidadã para exercer seus deveres e lutar pelos seus direitos.

Mas quando se fala em direitos das crianças, alunos(as) de inclusão fica muito claro que o Estado não tem a preocupação de fazer o seu papel de mediador entre a necessidade (do assistido) e a escola. E esta também muitas das vezes não está preparada ou não quer se preparar para receber essa nova função que é humana, social e educativa.


“... As escolas e as instituições especializadas ainda resistem muito às mudanças provocadas pela inclusão, alegando motivos que expõem a fixidez organizacional dos serviços dispensados a seus alunos e assistidos.”. (MANTOAN, p.37, 2004)


A autora afirma que a escola resiste muito pelas mudanças geradas dentro de seus muros. Estamos falamos muito sobre muros, isto porque se dá a ideia de que ali onde deveria existir liberdade, facilidades, pelo contrário, mais parece aprisionar a criança, esta se sente impotente de receber e dar tudo aquilo que necessita.

Essa assistência com perna de pau, manca, que vem do Estado, esquece que a pessoa assistida também faz parte de uma sociedade e tem o direito a ser tratada dignamente. Que tem o direito à vida, a liberdade de ir, vir e ter acesso a todos ambientes.

            E este é mais um dos problemas que tem levado a escola a entrar em crise, tudo pelos novos paradigmas e pelas transformações que nela vem ocorrendo. E a inclusão tem feito escolas virarem de pernas para o ar, ou seja, pela falta de preparo (dos gestores e professores), falta de apoio (do Estado e da municipalidade) e tantos outros motivos onde a escola está chegando ao final de suas forças.

            É chegada a hora da transformação, do entendimento e da compreensão das identidades e das diferenças. A escola que queremos é uma que cumpra o seu papel, que observa os direitos, e direito é uma reinvidicação inegociável, ou seja, aqueles que possuem necessidades especiais não precisam implorar por algo que lhes é de direito.

            É preciso que haja cobrança aos legisladores, para que sejam resignificada as leis em torno da educação especial, isto para que tenhamos uma escola inclusiva, voltada a cidadania, onde se reconheça as diferenças e priorize a emancipação intelectual.

            Tudo isto para que o educar com liberdade envolva todos da escola, gestores, professores, funcionários, alunos, pais e sociedade em uma só voz e força, e para que o direito de ser seja, mesmo que haja diferenças.


Universidade Metodista de São Paulo
Pólo Guaratinguetá – SP

CRISTIANE FABRÍCIO DOS S. DE ALMEIDA
PRISCILA RANGEL LEMES PEREIRA                           
TAMIRES MARQUES DOS SANTOS                        

FERNANDO CARLOS PEREIRA                         


Referência:

http://www2.cjf.jus.br/ojs2/index.php/cej/article/viewFile/622/802 - acesso 16 de maio de 2012 – 19:07 horas.

2 comentários:

  1. Parabenizo o grupo pela produção que nos permite repensar a educação enquanto espaço, tempo e concepções. Pois, o grupo se coloca com clareza quanto ao seu posicionamento acerca da inclusão como necessidade, se almejamos uma educação humanizadora e igualitária.
    Profª Fabiana C. Silva.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Profa. Fabiana, que legal que escreveu no nosso blog, é sempre um prazer, que Deus a abençoe sempre.
      Abraço: Cris, Pri, Tamires e Fernando.

      Excluir