Educar para e pela cidadania desde a infância
“...os sonhos não
bastam. Eles precisam da ajuda da Inteligência. Acontece que a Inteligência tem
ideias próprias: só funciona quando um Sonho (ainda que bem pequeno) lhe dá
ordens. É inútil obrigar a Inteligência a aprender mil coisas que estão ligadas
aos Sonhos. A Inteligência esquece logo (porque é inteligente!). O que sobrou
em você de tudo o que você aprendeu na escola? Você esqueceu, porque aqueles
saberes não eram resposta aos seus sonhos”. (ALVES, pg.9, 2003)
Essa questão “de que a escola é o
espaço onde se aprende a lidar com as diferenças e as divergências” deveria ser
algo não só teórico, mas prático. Temos visto que em muitos casos, é claro que
toda regra tem uma exceção, o Mestre Paulo Freire mesmo nos alerta para que
todos os envolvidos na escola com a criança o respeito é a ferramenta
primordial para o desenvolvimento desta.
E como tratar uma criança que é desrespeitada
na família e não se sente amparada na escola?
Se na escola é onde se aprende a ler
e escrever e também viver respeitosamente (o texto de Ângela Antunes, Julia Tomchinscky,
Francisca Pini) nos mostra que é lá na escola que aprenderá a se socializar e
também promove a justiça social.
Mas que justiça é essa? Onde de
início, gestores que são cobrados pelas Secretarias de Educação, que cobra os
professores, que cobram os alunos... é uma
cadeia de cobranças de resultados. E muitas vezes esses resultados não
são em prol ou visam à criança e sua formação.
Rubem Alves diz que sonhar não basta,
não podemos apenas ter um sonho utópico que a escola será a salvação da criança
no sentido de formação da sua cidadania. É preciso que esta escola mostre o caminho
para esta criança de que ela não está só, que ela vive em comunidade, mostrar o
sentido de coletivo, que ela entenda que mesmo com tanta violência e corrupção,
o mais importante é aprender que existem direitos, deveres e conceitos de
valores.
Mesmo que fazer o bem ande na contra
mão do que a mídia mostra, a escola tem por obrigação mostrar para esta criança
que devemos cumprir as leis, mesmo que os exemplos sejam contrários (a
inteligência diga não) é preciso que os sonhos dessas crianças sejam regados,
para crescer e florescer.
Educar para e pela cidadania é levar
a criança ao diálogo e a reflexão para que possa primeiramente se respeitar e
depois respeitar o próximo.
É preciso mostrar o lugar da criança
na sociedade e essa é a função do professor (educador), não deixar que as
coisas aprendidas na escola sejam esquecidas, mas sim, num sentido de vida,
levar essas crianças ao bem estar e a uma vida cidadã e de compreensão de
mundo.
O individualismo tem que ficar de
fora de nossas salas de aula, de nossas escolas, a criança tem que compreender
que não está só, não é uma ilha, mas ela vive e compartilha de um mundo, de
sonhos e esperança para um futuro melhor não só para si mesma, mas para todos. E
ela é uma peça importante na construção de seu sonho e daqueles que a rodeiam.
Universidade Metodista de São Paulo
Pólo Guaratinguetá – SP
CRISTIANE FABRÍCIO DOS S. DE ALMEIDA
PRISCILA RANGEL LEMES PEREIRA
TAMIRES MARQUES DOS SANTOSFERNANDO CARLOS PEREIRA
Referência Bibliográfica:
ALVES, Rubem. Conversas sobre
Educação. Campinas, SP: Verus Editora, 2003.
http://siteantigo.paulofreire.org/Noticias/NoticiaEducarParaEPelaCidadaniaDesdeAInfancia
- acesso 27 de março de 2012 – 09:07 horas.






