terça-feira, 27 de março de 2012






Educar para e pela cidadania desde a infância

  

“...os sonhos não bastam. Eles precisam da ajuda da Inteligência. Acontece que a Inteligência tem ideias próprias: só funciona quando um Sonho (ainda que bem pequeno) lhe dá ordens. É inútil obrigar a Inteligência a aprender mil coisas que estão ligadas aos Sonhos. A Inteligência esquece logo (porque é inteligente!). O que sobrou em você de tudo o que você aprendeu na escola? Você esqueceu, porque aqueles saberes não eram resposta aos seus sonhos”. (ALVES, pg.9, 2003)


Essa questão “de que a escola é o espaço onde se aprende a lidar com as diferenças e as divergências” deveria ser algo não só teórico, mas prático. Temos visto que em muitos casos, é claro que toda regra tem uma exceção, o Mestre Paulo Freire mesmo nos alerta para que todos os envolvidos na escola com a criança o respeito é a ferramenta primordial para o desenvolvimento desta.

E como tratar uma criança que é desrespeitada na família e não se sente amparada na escola?

Se na escola é onde se aprende a ler e escrever e também viver respeitosamente (o texto de Ângela Antunes, Julia Tomchinscky, Francisca Pini) nos mostra que é lá na escola que aprenderá a se socializar e também promove a justiça social.

Mas que justiça é essa? Onde de início, gestores que são cobrados pelas Secretarias de Educação, que cobra os professores, que cobram os alunos... é uma  cadeia de cobranças de resultados. E muitas vezes esses resultados não são em prol ou visam à criança e sua formação.

Rubem Alves diz que sonhar não basta, não podemos apenas ter um sonho utópico que a escola será a salvação da criança no sentido de formação da sua cidadania.  É preciso que esta escola mostre o caminho para esta criança de que ela não está só, que ela vive em comunidade, mostrar o sentido de coletivo, que ela entenda que mesmo com tanta violência e corrupção, o mais importante é aprender que existem direitos, deveres e conceitos de valores.

Mesmo que fazer o bem ande na contra mão do que a mídia mostra, a escola tem por obrigação mostrar para esta criança que devemos cumprir as leis, mesmo que os exemplos sejam contrários (a inteligência diga não) é preciso que os sonhos dessas crianças sejam regados, para crescer e florescer.

Educar para e pela cidadania é levar a criança ao diálogo e a reflexão para que possa primeiramente se respeitar e depois respeitar o próximo.

É preciso mostrar o lugar da criança na sociedade e essa é a função do professor (educador), não deixar que as coisas aprendidas na escola sejam esquecidas, mas sim, num sentido de vida, levar essas crianças ao bem estar e a uma vida cidadã e de compreensão de mundo.

O individualismo tem que ficar de fora de nossas salas de aula, de nossas escolas, a criança tem que compreender que não está só, não é uma ilha, mas ela vive e compartilha de um mundo, de sonhos e esperança para um futuro melhor não só para si mesma, mas para todos. E ela é uma peça importante na construção de seu sonho e daqueles que a rodeiam.
 

Universidade Metodista de São Paulo

Pólo Guaratinguetá – SP
CRISTIANE FABRÍCIO DOS S. DE ALMEIDA
PRISCILA RANGEL LEMES PEREIRA                            
TAMIRES MARQUES DOS SANTOS
                   
FERNANDO CARLOS PEREIRA                           


Referência Bibliográfica:

ALVES, Rubem. Conversas sobre Educação. Campinas, SP: Verus Editora, 2003.


 Imagem: http://www.vivaterra.org.br/vivaterra_cidadania.htm - acesso 27 de março - 09:13 horas.

sábado, 24 de março de 2012




As mudanças no mundo do trabalho e a educação: novos desafios para a gestão.

Vamos primeiramente deixar um texto para que possamos ser norteados para os novos desafios da gestão:


“A qualidade social do currículo se expressa no provimento das condições pedagógigo-didáticas que asseguram melhor qualidade cognitiva e operativa das experiências de aprendizagem”. (LIBÂNEO, pg.191, 2008)

Ao ler o texto de Acácia Z. KUENZER, percebemos que além do teor histórico da educação e também do mundo do trabalho, vemos que ela nos leva a comparar como foi no passado, o que é agora e o que teremos para o futuro.

A questão da globalização onde a competitividade leva o homem a sempre precisar de mais em tudo, tanto cognitivamente como socialmente. E a pedagogia ela pode e deve trabalhar este lado social, é claro que o texto nos deixa aberto a muitos temas, mas optamos por este, o social.

Os trabalhadores de hoje precisam estar aptos a enfrentar situações de problemas e não só isto precisa agir de forma rápida e precisa para resolvê-los.

A escola e mais precisamente a gestão deve estar preparada para a formação destes trabalhadores, hábeis e competentes. Servindo-se da qualidade do seu currículo, que deve estar aberto e que haja condições para que o acesso cognitivo e pedagógico-didático seja visando a qualidade social como diz LIBÂNEO.

Somente assim, alunos que hoje estão nas salas de aula, mas que amanhã serão trabalhadores, poderão dizer que foi através da gestão, que de forma atuante suprimiu a evasão escolar, e estes mantiveram suas posições, aprendendo e compreendendo o sentido de mundo. Se a gestão não investir neste sentido, como estes que são alunos se tornarão trabalhadores eficazes amanhã, se não conseguiram ser orientados na escola?

O que vemos hoje são alunos que se sentem discriminados dentro de suas próprias famílias, dentro da escola são deixados de lado, sente-se como se não fizesse parte deste mundo. Como alguém assim poderá ter sucesso no futuro? Como este poderá ser um trabalhador produtivo? Esse aluno olha para fora de sua janela da vida e ve que outros alunos de escolas particulares possuem oportunidades que ele nunca terá. O que fazer? Se existe uma barreira social algo precisa ser feito.

O desafio para a gestão será diminuir o abismo social entre a escola pública e a privada, não na questão financeira, mas mostrar que tudo é possível para aquele que luta pelos seus objetivos, levando o aluno a se comunicar de forma oral e escrita, pois isto viabiliza a compreensão dos métodos científicos, privilegiar a práxis social, não só na teoria, mas fazer a escola, os alunos, os docentes e os pais a refletirem sobre suas práticas sociais. Isto é “assegurar melhor qualidade cognitiva e operativa das experiências de aprendizagem”, não é o que LIBÂNEO nos orienta?

Só assim, este aluno estará pronto a ser um trabalhador, pois será uma peça chave, estratégica para a produtividade.

É preciso que o gestor deixe o discurso (teoria) de lado, partindo para uma prática onde não haja diferenças sociais dentro de sua escola, onde o aluno sinta-se como parte do mundo, preparado para ele e sujeito histórico de sua própria vida.

Universidade Metodista de São Paulo
Pólo Guaratinguetá – SP

CRISTIANE FABRÍCIO DOS S. DE ALMEIDA
PRISCILA RANGEL LEMES PEREIRA                            
TAMIRES MARQUES DOS SANTOS                               
FERNANDO CARLOS PEREIRA                           

Referências:

LIBÂNEO, José Carlos. Organização e Gestão da Escola: Teoria e Prática. Goiânia: MF Livros, 2008.

“As mudanças no mundo do trabalho e a educação: novos desafios para a gestão” - Acácia Z. KUENZER - http://drb-assessoria.com.br/AsmudancasnomundodotrabalhoeaEducacaotexto2.pdf

terça-feira, 20 de março de 2012

Bibliografia de Paulo Freire



Para você educador(a) para um início promissor na carreira, uma atitude louvável é começar a ler os livros do grande educador Paulo Freire.
 Ainda não leu nenhum! Então é hora de começar.
Veja a bibliografia de Paulo Freire:

Educação e atualidade brasileira. Recife, Universidade Federal do Recife, 1959, 139 p. – Tese de concurso público para a cadeira de História e Filosofia da Educação de Belas Artes de Pernambuco.
 Alfabetização e conscientização. Porto Alegre, Editora Emma, 1963.
 Educação como prática da liberdade. Introdução de Francisco C. Weffort. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1967, 150p
Pedagogia do Oprimido (manuscrito em português de 1968). Publicado com prefácio de Ernani Maria Flori. Rio de Janeiro, paz e Terra, 1970, 218p.
 Extensão ou Comunicação? Prefácio de Jacques Chonchol e tradução de Rosiska Darcy de Oliveira. Rio de Janeiro. Paz e Terra, 1971, 93p.
Ação cultural para a liberdade e outros escritos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.
 Cartas a Guiné-Bissau. Registros de uma experiência em processo. Rio de Janeiro. Paz e Terra, 1977, 173 p.
Educação e Mudança. Prefácio de Moacir Gadotti e traduação de Lilian Lopes Martin. Rio de Janeiro. Paz e Terra, 1979, 79 p.
 Conscientização: teoria e prática da libertação. Uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo, Moraes, 1980, 102 p.
A importância do ato de ler. Prefácio de Antonio Joaqueim Severino. São Paulo, Cortez /Autores Associados, 1982, 96 p.
Aprendendo com a própria história. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1987, 168 p
A educação na cidade. São Paulo, Cortez, 1991, 144 p. Com prefácio de Moacir Gadotti.
 Pedagogia da Esperança: um reencontro com a Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1992, 245 p.
Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar. São Paulo, Olho D´Àgua, 1993, 127 p.
 Política e educação: ensaios. São Paulo, Cortez, 1993, 119 p.
Cartas a Cristina. Prefácio de Adriano S. Nogueira; notas de Ana Maria Araújo Freire. São Paulo, Paz e Terra, 1994, 334p.
À sombra desta mangueira. São Paulo, Olho D´Àgua, 1995, 120 p.
 Pedagogia da Autonomia. Prefácio de Edna Castro de Oliveira. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1997.








quarta-feira, 14 de março de 2012




Carta Formal


Ilma. Srª.

PSICOPEDAGOGA DA ESCOLA:



Estou encaminhando o aluno Pedro, sete anos, para que seja elaborado um plano para ajudá-lo na compreensão e na elaboração das atividades.

Todos os recursos foram utilizados dentro classe e extraclasse sem que obtivéssemos algum resultado positivo. O aluno possui dificuldade de entendimento no processo de leitura e escrita, ficando isolado dentro do conteúdo da aprendizagem dos outros alunos.

Tendo em vista que a escola prima pelo estudo qualitativo vem por meio desta, buscar junto ao trabalho da psicopedagoga meio para suprir as dificuldades do aluno e a busca de um caminho para que este chegue a aquisição do conhecimento.


Sem mais para o momento, agradeço.


Professora.

Imagem: http://www.comofazertudo.com.br/carreiras/como-escrever-uma-carta-entrevista-obrigado



Carta Informal

À SENHORA
MÃE DO PEDRO


Como eu sei que a senhora tem a educação do seu filho Pedro como algo muito importante, e isto é claro no seu empenho em orientá-lo na execução dos seus deveres.

Neste sentido, estou informando a Senhora que estou encaminhando o Pedro para ser acompanhado pela psicopedagoga, para que uma solução seja encontrada na melhora de seu aprendizado.

Coloco-me a disposição da Senhora para que juntas possamos nos ajudar na educação e no aprendizado de seu filho.


Atenciosamente



Professora do Pedro



Sindicatos de professores de todo o país entram em greve de três dias a partir de hoje.

Do UOL*, em São Paulo
Sindicatos de professores ligados à CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) entram em greve de três dias a partir desta quarta-feira (14) para pedir o cumprimento da Lei do Piso. O novo valor anunciado pelo MEC (Ministério da Educação) é de R$ 1.451. O protesto também defende um maior investimento público em Educação.
A paralisação deve atingir escolas públicas das redes estaduais e municipais de todo o país de maneiras diferentes. Em determinados Estados, como Amazonas, Sergipe e Pernambuco, as redes devem parar nos três dias. No Acre, está prevista a paralisação somente na sexta-feira (16).
O presidente da CNTE, Roberto Franklin Leão, afirma que o movimento pode ser ampliado, por tempo indefinido, conforme as assembleias da categoria em cada Estado. Os professores do Piauí, Goiás, Rondônia e Distrito Federal já interromperam as aulas.
Segundo um levantamento feito com as secretarias de educação dos Estados, nove deles ainda não pagam o piso nacional dos docentes. Pelas contas dos sindicatos, são 17 Estados que não cumprem a Lei .
(*Com informações da Agência Brasil)

Fonte: http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/03/14/sindicatos-de-professores-de-todo-o-pais-entram-em-greve-de-tres-dias-a-partir-de-hoje.htm

Foto: http://folhadeabaetetuba.blogspot.com/2010/09/abaetetuba-greve-na-defesa-da-educacao.html

sexta-feira, 9 de março de 2012

Fórum sobre Estágio



No Fórum do dia 29/02/2012 deixamos um comentário e uma pergunta:

O período do estágio é um momento impar para vermos na prática aquilo que temos aprendido na teoria, mas um dos maiores desafios é o aluno estagiário encontrar apoio da gestão. Por que a gestão dificulta tanto o trabalho do estagiario?

Caso você já tenha passado por uma situação dessa, conte-nos.

Abraço.

Cristiane, Priscila, Tamires e Fernando
Pólo Guaratinguetá
Universidade Metodista de São Paulo

Imagem http://criancahiperativa.blogspot.com/2010_04_01_archive.html



Espelho Docente


Olá, bem vindos(as) ao Espelho Docente. Aqui você encontrará informações sobre Pedagogia, formação de professores e principalmente sobre o vasto e infinito campo da Educação.

Fique a vontade para escrever, enviar mensagens e dúvidas e principalmente, conte-nos sua história como professor(a), será uma honra publicá-la aqui.

Pois, em um mundo onde o papel do professor é formar leitores e cidadãos que tenham a competência de aquisição do sistema de escrita e a prática de leitura, é fundamental entender, que este professor deverá estar preocupado não só em ensinar, mas também em aprender como essa criança aprende e como ela constrói o conhecimento e o código da escrita.

Deverá levar essa criança a escrever de forma espontânea, a ter noção de espaço, fazê-la entender que o conhecimento é uma crença verdadeira.

É através da reflexão dos problemas, que se chegará à aquisição do conhecimento e esta criança será levada a ser muito mais do que uma espectadora, mas uma protagonista da sua própria história.

Isso é olhar no espelho docente, é ver que seu trabalho frutificou.

Obrigado pela visita. Volte sempre!

Este é o seu espaço Professor(a)... então, sinta-se a vontade!